segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ADORMEÇO…

A noite dorme sobre mim
O dia morreu, morno e sem graça
Minha alma perdeu-se
Divagante e incerta…
Engulo as palavras
Que me queimam
Sem as conseguir pronunciar
E adormeço
Sem embalo nem abraço
Apenas eu e o silêncio
Esperando que o sonho me dê
O que a vida não consegue!

domingo, 2 de outubro de 2011

PRESA…

Foi num dia de sol
Num final de tarde
Que me aconteceste
Um sorriso luminoso
Povoado de imagens e sensações
E eu prendi-me
Soltando-me do vazio
Um homem para amar em silêncio
Com cheiro de terra molhada
De mil vidas vividas.

Perdida nas tuas lembranças
Caminho no dia a dia
Como o Sol gosta da Lua
Eu vou vivendo os silêncios
Por não saber… nem querer
Deixar de gostar de ti!

SENTE…

Sente…
O toque doce da minha mão
No teu rosto macio
Mesmo distante
Eu estou…eu sou presente.
A vida é feita de momentos
Dos meus… dos teus…dos nossos
Momentos vividos
Na distância do perto e do longe
Sente…
Não é magia do vento
Sou apenas EU!!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

RECEBI UM MAIL QUE ME FEZ DAR UMA GARGALHADA, NÃO CONSIGO DEIXAR DE O TRANSCREVER..:)))

"...Desde criança eu via coisas estranhas na TV!

* O Tarzan andava quase nu...
 
* A Cinderela chegava a casa à meia noite...
* O Aladim era ladrão...
* O Batman conduzia a 320 km/h...
* O Pinóquio mentia...
* A Bela Adormecida era uma vagabunda...
* O Zé Colméia e Catatau eram cleptomaníacos e roubavam cestas de pic-nic...
* A Branca de Neve morava numa boa com 7 homens (pequenos, mas não mortos)...
* A Olívia Palito tinha bulimia.
* O Popeye fumava um tabaco suspeito!!!
* O Pac Man corria numa sala escura com musica eletrónica comendo
pílulas que o deixam maluco.
* O Super Homem colocava as cuecas por cima das calças.
* A Margarida namorava o Pato Donald e saia com o Gastão.

  Olha os exemplos que eu tive! Tarde demais!



Agora pedem para eu me comportar bem?"

terça-feira, 27 de setembro de 2011

NOITE...

Noite
Tatuas em mim o teu silêncio
Entras em mim lentamente
E eu deixo-te ficar!
É a hora de todas as magias.
A Lua sorridente
Olha-me descaradamente
E eu deixo-a ficar
A apreciar a nudez
Da minha alma despida
E sonho
Com o teu abraço longínquo
Mas cujas marcas indeléveis
Jamais o tempo apagará!


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O MEU LUAR...

Chamo-te baixinho
Para só tu ouvires
Mas o meu chamamento
Perde-se no espaço
Sem ser ouvido...
Vejo-te sem tu me veres
Procuro as letras que não encontro
E fico na saudade
Na saudade que só eu sinto
Porque a tua vida é um turbilhão
E a minha é a calma do vazio
E escrevo... escrevo... escrevo
E espero... espero sempre
Até um fio de luar
Entrar sorrateiramente pela janela
E me fazer sorrir
Finalmente a minha hora chegou!

domingo, 25 de setembro de 2011

CAMINHO…

Quando estou só
E o querer me aperta
Invento-me nas palavras
Pacientes da espera…
Mansamente pinto
Numa tela invisível
Um caminho
Com as cores de um arco íris
Que ninguém vê.
Um desejo de partir
Num apego de ficar
Por aí vou, sem rumo
Rasgando-me nas palavras
Que só eu leio
Que só eu sinto!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

OUTONO...

Hoje, entrou o Outono, numa manhã cinzenta e fresca!
Eu gosto do Outono, da sua calma bucólica de folhas amarelas e avermelhadas.
Tambem eu sou o Outono, a exuberância da minha Primavera passou há muito e o calor tórrido do Verão acabou...
Calma, melancólica e expectante eu aguardo o que o meu Outono me reserva, sem pressa, porque aprendi  ao longo da vida a esperar. Vou vendo também eu o cair das minhas folhas, as transformações internas e externas...
As externas são visiveis dia a dia.
As internas guardo-as sigilosamente porque a "menina" continua a existir e a sonhar...mas ninguem dá por ela... os seus caminhos são solitáriamente percorridos sentada no meu canto com a imaginação a vaguear e o coração a bater!
Perco-me no meu Labirinto interno procurando o caminho sem perder a minha identidade, navego na inquietude das minhas emoções e frustações, porque este é o meu caminho e cada um tem de percorrer o seu.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

DIÁRIO DE VIAGEM – 1º...

Olho-o pela décima vez…mas ele continua “morto” fazem-me tanta falta umas simples letras ou mesmo um boneco sorridente…mas hoje nada veio…ninguém certamente entende o significado de meia dúzia de letras, mas para mim, esses são os meus “momentos”!
Viro a cabeça para a janela tentando abstrair-me, olho o Tejo e penso que eu  queria ser uma dos milhões de gotas que o compõem! Está verde e calmo com umas manchas azuis que o atravessam, mas não sei o porquê dessas tonalidades!
Uma infinidade de minúsculos barcos - vistos de cima da ponte, parecem miniaturas – navegam lentamente, tal como eu navego com o olhar perdido no horizonte.
Deixei-o para trás e de relance fixo-me naquela carruagem cheia, viajo sempre na mesma, os rostos já me são familiares, creio que vou tentar analisar o que está por detrás de cada semblante, na maioria fechados e sem brilho…
Hoje não, que a disposição não ajuda, mas futuramente talvez faça um diário de viagens…
Estou a chegar ao meu destino, guardo a caneta e o caderno e vou-me preparar para sair, a casa e o seu silêncio esperam por mim!

                                                                               21/09/2011

AS VINHA DA ESPERANÇA...

Todos os dias as revejo duas vezes e fico com um sorriso tolo no rosto. Vem-me à ideia uma frase ouvida vezes sem conta na TV – fui tão feliz ali! –
E a verdade é que olho aquela mancha verde, que nesta altura começa a tomar as tonalidades do Outono, já despida dos cachos que a ornamentavam e também em penso – como eu fui feliz ali – dias de sol intenso e cansaço, mas um cansaço feliz com fados trauteados à mistura, que se cantavam desafinados e soavam a coros gregorianos…
Dias partilhados que eu queria que fossem eternos…conversas imensas ou silêncios gostosos, mas nós estávamos ali!
Se a vida não fosse tão madrasta ainda teríamos um mundo de coisas a partilhar, mas o destino dita-me apenas “momentos” e não a vida…
De regresso ao meu mundo real, calo a saudade que me aperta o peito na espera de novos “momentos”…
A minha vida é sempre uma espera de um tempo sem tempo, um tronco com ramos virados ao céu num pedido mudo do abraço do Sol, que lentamente se despe de folhas mortas até ficar nua, como nua eu vim ao mundo e nua me deito de mãos abertas e vazias, noite após noite…
E na minha nostalgia com sabor a sal, vou navegando e imaginando que existe alguém que me ame por inteiro, que compreende as minhas loucuras, para quem eu seja um sonho bom, que no meio de uma discussão me abrace e me cale com um beijo, que sinta a minha falta e precise de mim a sorrir!!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

PENSAMENTO…

O pensamento não tem voz
Ama, ri e chora silenciosamente
Voa no infinito
Dos sonhos escondidos.
É livre como um pássaro
Solto e sem amarras
É condutor e conduzido
Pelas emoções que o afagam
O meu pensamento…
Cruza oceanos de ternura
Afoga-se nos sonhos
E submerge em cada dia
Esmagado pelas ausências!
Mas teimosamente
Continua a lutar
Pelos momentos de felicidade
Que a vida
Generosamente lhe vai oferecendo.

sábado, 10 de setembro de 2011

A DOR…

Dói, sem eu saber o porquê!
Só sei que dói…
O coração aperta
A garganta seca
E a alma fica em alerta vermelho!
Falta-me uma partilha doce
Silêncios…
Sinto uma frieza estranha
Uma distância… para além da distância
Meu Deus, ajuda-me a entender
Esta dor magoada
Pronuncio de uma nova perda…
Não quero…não mereço…
Sinto-me estranha
Neste turbilhão que me avassala.
Meus Deus, ajuda-me a entender
Porque me dói tanto
Sem eu saber o porquê!!!

SILENCIO NA MADRUGADA

4 horas da manhã,
O sono teima em não vir
Com  um café na frente…
Volto aos meus desabafos.
Um turbilhão de ideias…
Tudo é silêncio a minha volta
Apenas o rodar dos carros
Corta o silêncio da madrugada.
Mais uma noite sem sono
Com tantas perguntas
Sem encontrar resposta…
Tantos sonhos
Sem saber se consigo realizar
Queria deixar de pensar,
Mas a mente,
É um cavalo à solta
Num galope doido
Que não consigo parar.

Rosas, em madeira que o tempo nunca murchará...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

AS PALAVRAS QUE NUNCA TE DISSE...

Hoje ao acordar senti o teu perfume, e a dor da saudade abraçou-me até me esmagar.
Voas-te para parte incerta e levaste contigo uma parte de mim!
Mas o passar dos anos faz-te cada vez mais presente e eu tenho dias que só queria estar perto de ti…
Há momentos em que tudo faz sentido!
Hoje, especialmente não. Creio que Deus sabe sempre o que faz, mas…contigo Ele foi injusto, porque tu fazes tanta falta meu irmão!
Pouca importância vou tendo  para as pessoas, mas para ti eu sei que tinha, alma da minha alma que está tão pobre e solitária.
Rodeada de papéis e barulho, eu só queria poder estar ao pé do mar, aquele mar que tu tanto amavas, para que as minhas lágrimas se misturassem com as ondas e os meus gritos mudos fossem levados pela rebentação, até ao infinito…
O tempo passa veloz, e já ninguém de me diz “eu amo-te”… mas continuo a recordar a tua voz, quando me dizias num abraço imenso – eu amo-te mana -!
Quando consigo sorrir com o escorrer das lágrimas, dou as boas vindas à saudade e à solidão, vou pagando caro e existência dos meus sorrisos, porque estou a ficar sem tempo…num vazio da falta de tempo!!!

                                           9 de Setembro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

6 de SETEMBRO 2011...

Hoje acordei com uma nostalgia estranha….
Talvez seja dia de lembrar saudades das metas que não atingi e dos anos que não vivi…
Saudades de mim… saudades de ti… porque tenho, sem te ter!
Sensação estranha do dever cumprido em relação aos outros, mas estranhamente falho em relação a mim.
Pensei que quando este dia chegasse eu sorria e dizia feliz, hoje é “O DIA”, afinal é só mais um dia…
Levei a vida a amar e estupidamente não me amei!
A minha vida foi uma tempestade sem vento.
Um pássaro preso por feras adormecidas.
Mas no quotidiano imprevisível a vida acontece…
Amo-te na espera do clarão da tua vinda…
Um sonho sem promessas que deixo correr, sem correr para o agarrar, deixando simplesmente acontecer.
Na década que inicio, quem sabe se a ultima, deixo a praia de ondas mansas descerem silenciosamente e quero olhar-te, olhos nos olhos em silêncio e viver apenas momentos de serena felicidade, em cada ruga que aparecer, em cada suspiro que der, em cada som sussurrado que ouvir!


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

SE EU PUDESSE…

Se eu pudesse parar a minha vida
E dar a eternidade a um só momento…
Se eu tivesse o meu destino preso
Ao destino das coisas do espaço…
Se eu pudesse desfrutar
Todas as leis em que o Universo se move
E parar o meu mundo…
Haveria de escolher o teu abraço
Para fechar os olhos
E dizer mais uma vez…
Valeu a pena nascer
Para um dia te conhecer!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CHUVA...

Calada e quieta
A ouvir a chuva a cair
Numa noite de verão
Olhei a tempestadade através da janela
Senti
A tempestade molhar-me a alma
E os relâmpagos iluminaram-na
Rasgando-a sem dó!
Permaneci horas a ouvi-la
Ela, é um reflexo de mim
Da agitação carente da vida que passa
Que disfarço com um sorriso
Mas chove em mim
A saudade do teu calor...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

MEDOS....

As lágrimas do meu silêncio
São os suspiros do luar
Dos meus sonhos de menina
Do medo que não quero ter
Da partilha que anseio não perder
São lágrimas invisiveis
Que só o coração sente...
Vão se soltando lentamente
Num mar que é só meu
Navegando em horizontes perdidos
Onde os meus gritos
São murmúrios do vento
No vazio da imensidão 
Disperso do meu Ser!

domingo, 28 de agosto de 2011

MADRUGADA…

É no silêncio da madrugada
Que uma lágrima cai
Que me procuro, sem me encontrar

É no silêncio da madrugada
Que a solidão me abraça
E que colo os pedaços do meu vazio

É no silêncio da madrugada
Que o meu eco vai mais Além…
Sem encontrar o retorno

É no silêncio da madrugada
Que me sinto mar agitado
Na ternura que não tenho

É no silêncio da madrugada
Que me dói o não direito
A querer e não te ter!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

RECORDAÇÕES...

Mantem-ne no teu pensamento
Quer seja longe ou perto...
Sinto-me dividida
Entre a alegria e a tristeza
Embriagada pela recordação da tua voz
Pelas palavras que não dizes
Mas que eu tento sentir
No silêncio do teu olhar...
Sublimes e doces recordações
De um abraço sentido
Com água morna cúmplice
Num mergulho incansável de prazer.
Navego à deriva
Na ternuras dos momentos vividos
Onde me refugiu em silêncio!

sábado, 20 de agosto de 2011

VOZ...

Ouvir o som da tua voz
Mesmo que seja à distância
É um bálsamo para a minha alma.
Fecho os olhos…
E oiço uma orquestra
De mil violinos
Numa melodia silenciosa
É tão bom
Sentir que te lembras
Todos os dias de mim…
Obrigada  meu amor!

domingo, 14 de agosto de 2011

VAIS...(Um pensamento sussurrado...até ao Alem...)

Vais…
E levas contigo
Um pedaço de mim
No ar
Fica o teu calor
Em mim
O teu amor.
Quando estás,
As horas parecem minutos
Quando partes,
O minuto é a eternidade
Imagens loucas
Desfilam em galope…
Fecho os olhos
E continuo a voar.
Vem…
Preciso de ti!

sábado, 13 de agosto de 2011

13 DE AGOSTO DE 2011...

O dia arrasta-se moroso e solarengo e eu arrasto-me com ele.
Dentro da minha cabeça passa o filme das nossas festas, das nossas gargalhadas, das nossas malandrices.
Deixa-me sentar um pouco ao teu lado e abraça-me – a saudade que eu tenho dos teus abraços e da tua voz – de ouvir a campainha tocar e tu apareceres com um sorriso matreiro a dizer:
Mana há jantar para mais dois?
E lá entravas com a Jão mais o saco dos frangos de churrasco e o vinho! E depois… depois,  eram conversas infindáveis, anedotas e gargalhadas até às tantas.
A tua Sara está uma mulher esplendorosa, tem a tua luz…e a minha Joana, embora diferente também. Se elas fossem irmãs não tinham maior amor e cumplicidade, são muitas vezes o porto de abrigo uma da outra, como nós éramos os dois.
A mãe… a mãe, quer ir ter contigo, diariamente o repete, mas ELE ainda não lhe deu o passaporte… e ela vai ter de esperar!
E eu, eu cá vou vivendo, tu sabes como… vou amando baixinho, porque não pode ser de outro modo, mas sei que tu aprovas, porque é de pessoas assim que tu gostas, seres humanos de corpo inteiro!
Desculpa as lágrimas teimosas que me vão inundando, mas as saudades aumentam a cada dia até o coração doer, e a tua irmã vai ficando velhota e cada vez mais piegas.
E tu…tu porta-te mal, mas com classe (como sempre o dizias) Um beijo imenso de parabéns e continua a olhar por todos nós!!!
Um dia encontramo-nos, tenho a certeza e juntos comemoraremos todos estes aniversários em atraso…

SONS...(O som da tua voz tem para mim a magia de uma orquestra de violinos...)

O som do silêncio
No brilho do teu olhar
É o clarão da minha madrugada…
Sei de cor,
o aroma
Das tuas palavras.
Fecho os olhos,
e revejo
O teu ténue gargalhar.

O desenho dos teus lábios
São as pétalas vermelhas
Que percorrem o mapa
Da minha inocência perdida…
Onde me entrego
Por completo!

Sons e aromas mágicos
Repassam na tela
Da minha existência…
A tela, que eu quero
Para sempre… inacabada.

domingo, 7 de agosto de 2011

VIDA FEITICEIRA..

Sonhei que o meu corpo se fundia, procurando o elo que se partiu!
Os meus dedos solitários não têm onde se abrigar, apenas me resta fechar as mãos...
Alma nua, num balanço que necessito fazer, mas que adio hora a hora.
Escrevo na areia, para o vento levar ou para o mar desfazer uma escrita inacabada que ninguem lê.
Vou fazendo da vida um teatro...num palco sem espectadores.
Tenho saudades de me sentir estremecer num percorrer de mãos, de me sentir feitceira num momento mágico de amor...
O tempo por percorrer do amanhã incerto.
Sonhei-te, mas não sei onde estás.
Continuo simplesmente à espera que a vida feiticeira aconteça.

sábado, 6 de agosto de 2011

JARDIM IMAGINÁRIO…

Passeio num jardim imaginário
No meio da escuridão
Pressinto as sombras
Sem contudo as ver!
Deixo voar a imaginação
Sinto os cheiros
O brilhar dos pirilampos.
Na minha cabeça ecoa uma valsa
Recordações bonitas
Efémeras
De um tempo que passou
E deixou saudade…
Uma tristeza invade-me
O frio penetra-me até à alma
Não arrefecendo o fogo
Do meu coração em chamas!
O passeio continua
A ilusão e o sonho
São a minha companhia.
Por entre as pedras
Deste jardim do sonho
Vou vagueando
Até ao romper da aurora
Deixando a nostalgia tomar-me
Até doer a saudade
Que sinto de mim!!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O VENTO...

Queria ser gaivota
E voar, voar…
Voar sem destino
Ao encontro do espaço
Dos sonhos por realizar.
Atravessar o mar,
Ao encontro do horizonte
Perder-me na bruma
Voar…voar!!!
Mas não tenho asas
Os sonhos passam apenas
Na minha imaginação
E no correr da caneta
Ao longo do papel.
O som do vento, sopra, sopra
Peço ao vento que me traga o Amor
Mas o vento só sopra…
Gelando-me o rosto!

terça-feira, 26 de julho de 2011

A Rocha da Saudade…

Há momentos únicos na vida, quando as revelações nos tomam de surpresa!
Olhei aquela rocha vezes sem conta e senti a saudade pairar no ar…
Por ali andavam recordações que fizeram parte de vidas e pensei nas cinzas lançadas ao mar, numa madrugada!
Uma dor minimizada pelo tempo que passou, numa saudade que ficará para a vida.
Um amor bonito que o destino separou, mas cujas marcas ficaram indeléveis para sempre.
Um dia voltarei àquela praia, pisarei aquela  rocha e direi baixinho, para o mar que as cinzas levou…todos temos saudades tuas!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

MAR DE PALAVRAS...

Vagueio num Mar de Palavras
E sinto a saudade morna
Saudades da Paz em mim...
Do presente sem sentido,
Do Futuro incerto.

Sinto a falta de um olhar sorridente
Numa boca silenciosa
Onde o meu nome
Fosse ouvido num murmúrio
Como um suspiro!

Deixo-me abraçar pelo silêncio
E sossego-me
Deixando o pensamento voar
Como gaivota em rodopio,
Mergulho...e deixo-me ficar
Na agitação do meu Mar de Palavras! 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O REGRESSO…

Regressei, depois de tantos anos de ausência e saudades…
Sensação única… o corpo liberto beijado pelo sol, os pés caminhando lentamente enterrando-se na areia macia!
Sento-me a olhá-lo, a cheirar a maresia e a vê-lo ondulante e verde no seu vai e vem.
Quedo-me a amar aquela imensidão…
Perdi-me no tempo!
Depois, pé ante pé, aproximo-me para de novo o sentir. A espuma rendilhada beija-me, e eu com uma lentidão letárgica deixo-o avançar gelado e desassossegado em mim, centímetro a centímetro, sentindo as lágrimas rebeldes misturarem-se com os salpicos salgados.
Abraçada por ele, deito-me e deixo-me levar ao sabor da ondulação, numa cumplicidade antiga, meu Mar, amante e confidente, a ele tantas vezes confessei sonhos por realizar, desejos escondidos…
De novo ele me ouviu e guardou…lavando-me as mágoas e deixando-me a alma leve.
Regressei de novo ao Mar, para não mais o deixar!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

UM PEQUENO ALMOÇO…

Faço todos os dias o mesmo caminho, passo estugado, sem tempo para reparar em nada que não seja na hora de entrada para fazer 7 horas em frente a um pc com dezenas de papeis à volta…
Quando me levanto penso, mais 1 dia igual… mais do mesmo…como eu gostava de não ouvir este despertador às 7,30h, para cumprir um ritual já lá vão 42 anos!
Tanta coisa bonita para me preencher e não vejo a hora de pelo menos tentar fazê-las.
Mas hoje nada foi igual…ao andar naquela rua cheia de gente apressada, indiferente e de rostos fechados, ouvi uma vozita a dizer num português atabalhoado – TENHO FOME..AJUDA - .
Parei, aquela voz angustiou-me e procurei com o olhar o sítio de onde vinha aquele apelo!
E viu…meio palmo de gente – não tinha mais de 5 anitos – sujo, uns olhos enormes, suplicantes e doces, mas com uma tristeza que doía.
Fui ter com ele e perguntei-lhe, tens fome? (pergunta palerma a minha, mas é o que vem a cabeça na altura), disse que sim com a cabecita.
Pensei, que se lixem as horas… peguei-lhe na mãozita pequena e lembrei-me das mãos da minha filha, quando senti o calor daquele aperto na minha…
Levei-o para a pastelaria, onde tinha tomado o café momentos antes e pedi um copo de leite, uma sandes e um bolo – e ele agarrado à minha mão –.
Enquanto a empregada preparava o que eu tinha pedido, sentei-o numa mesa, e ouvi em jeito de critica de uma cliente atolada em pulseiras …”este País é um caneiro, caem cá os maltrapilhos todos de leste”…aquela criança não era portuguesa, porque perguntei-lhe o nome e ele não deve sequer deve ter percebido, provavelmente apenas lhe ensinaram 3 palavras…TENHO FOME – AJUDA!
Não respondi à criatura, mas não sei que olhar fiz, que ouvi alguém dizer “aquela se fala mais, leva”, vontade não me faltou de dar um estalo naquela perua, mas a comida chegou à mesa e eu sentei-me a beber outro café e a ver a sofreguidão com que aquele pequeno almoço era devorado…
E lentamente aqueles olhar enorme e doce, sorriu, não foi a boca, foram os olhos!
Aqueles olhar falava e sorria… Meu Deus o que uns olhos tão tristes minutos antes conseguiam transmitir ao sentir o conforto dos alimentos…
Tirei-o da rua em silêncio e voltou a rua em silêncio com um beijo e um pequeno almoço, só os olhos falaram devolvendo o amor que tinha acabado de receber.
Aquele catraio não me sai do pensamento…Deus permita que eu o possa voltar a ajudar de novo.
Apenas consigo pensar…”E AS CRIANÇAS SENHOR, PORQUE LHES DAIS TANTA DOR, PORQUE PADECEM ASSIM!!!”.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Acto de Contrição...

É doloroso o medo de sermos rejeitados, de nos agarrarmos a pequenos nadas que nos façam crer que somos amados. Tentamos acreditar que valemos alguma coisa para alguém..., mas o tempo passa e tudo se resume a um silencioso vazio, e a Vida que é como uma flor delicada, vai morrendo lentamente...
"Tenho saudades tuas...", "sinto a tua falta..." são pequenos sussurros ansiados que  confortavam na hora quieta e mansa do adormecer!
Somos aquilo que plantamos, que semeamos, mas por vezes a falta de jeito com que o fazemos reduz-nos a um imenso vazio, sem retorno!
Há bons professores que não conseguem explicar nem fazerem-se entender, por muito que saibam...
Há corações imensos, cheios de amor que ninguém entende, nem sabem ser interpretados, nascem e morrem sem correspondência... 
A sedução é um dom que se lê nas entrelinhas do que lemos, mas esse dom, Deus não me deu!
Li algures..."Um dia a lágrima disse ao sorriso, invejo-te por seres feliz! Então o sorriso respondeu-lhe: - Enganas-te, porque muitas vezes sou o disfarce da tua dor!..."
Eis o palco em que me movo, milhões de sorrisos para disfarçar uma imensa sensação de fracasso...
Restam-me memórias, e diariamente relei-o dolorosamente mensagens de um tempo que eu julgava eterno...
"Creio em ti. Creio no teu sorriso, janela aberta para o teu ser. Creio no teu olhar, espelho da tua honestidade. Creio na tua mão, sempre estendida para dar. Creio na tua palavra, espelho do que te vai na alma.Creio em ti com simplicidade, na eloquência do teu silêncio..."
O que é que eu fiz de mim??? Num acto de contrição, faço um "mea culpa" das saudades imensas apertadas na garganta, dos momentos felizes que um dia vivi!!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

.......................

Eu gritei
Um grito que não tinha som

Um grito só para ti
Reflexo de um sonho
Perdido na distância

Um grito Sussurrado
No silêncio da noite
De uma Vida
Para Além da vida

Mas o grito, não foi ouvido
E tudo perdeu importância
Num caminhar altivo
Pouco importa o lamento

Tu sabias
Ouvir no silêncio
O grito dos inocentes

"Mea Culpa"
Do grito do desespero
Que vai deixando pegadas
Que o vento esbateu!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A ESPERA...

Passo a passo
Vou-me aproximando
Lentamente
Porque a dor
A mais não permite
E fico
Medrosa
Ollhando os rostos
Que me cercam.
A dor e o desânimo
Rodeia aquela sala,
Olhares distantes
Apagados...
Revejo-me naqueles olhos sem brilho
Sózinha,
Sinto-me desamparada
As pernas trôpegas
Da noite de insónia
Mais uma vez,
Apenas a caneta
É a minha companheira.
Aguardo o meu nome
Naquele microfone...
Mais uma queda
Programada no meu caminho.
O corpo dorido
A alma em pedaços
Neste momento,
Sinto-me um corpo sem alma
As acusações
Martelam-me
As palavras doem
E eu fico
Presa e só
Naquele espaço...
Meu Deus
A falta que me faz um abraço!


segunda-feira, 27 de junho de 2011

A VIAGEM...

Cansada de Fugir
Das memórias...
Das recordações...
Das sensações...
Misterio de Vida!
Por mais voltas que dê
Volto sempre
Ao lugar de partida...
É como ver um filme.
Dou um abraço à solidão
E um sorriso ao Silêncio
Companheiros fiéis
De uma jornada
Sem fim à vista...
Junto os pedaços de alma
Numa noite sem madrugada
Releio a dureza das palavras...
"Senti-me objecto...!!!"
Doeu...martela e não esquece
Ficou o vazio das palavras doces
A noite passa lenta
Estendo-me na estrada
Do desassossego
E espero Um NADA
Num sopro da última viagem!


sexta-feira, 24 de junho de 2011

1ª VEZ…

Saí mais cedo…cansada do silêncio de horas de papeis, perdi-me em transportes, numa volta às minhas origens – não me apetecia vir para casa, também ela silenciosa – e fui ao miradouro da primavera da minha vida e mais tarde do Outono…olhar o Tejo.
Silenciosa, fiquei perdida em pensamentos a ver a tarde cair.
E viu…pela primeira vez, num alaranjado cor de fogo descendo lentamente sobre a água!
As lágrimas teimosas correram-me pelo rosto sem eu dar por isso …senti-me pequena naquela comunhão solitária de beleza.
Imaginei-o sentada na areia, numa praia deserta com o mar a beijar-me os pés, e não ali sozinha, rodeada de pares de namorados que pouco ou nada lhe ligou!
Há momentos únicos em que a partilha seria um sonho, mas a vida corre como um rio, sem parar, e por vezes  cerceia pequenos prazeres que vão sendo adiados – sine die -.
Fugi…voltando a casa com o olhar embaciado de  espectáculo  e solidão. Talvez um dia eu o reencontre e me preencha o vazio que hoje deixou!


quinta-feira, 23 de junho de 2011

CONFIDENCIAS...

Há dias…pequenos momentos
Em que a tristeza bate!
Tolices…medos…inseguranças,
Um remoinho estranho!
Palavras, são apenas palavras,
Sei que o são…mas
Mas, que ao lê-las
Me entristecem.
A vida é, e sempre será assim
Perguntas sem resposta.
Não tenho direito a questionar nada
Resta-me o silêncio
E as minhas folhas de papel
Fieis confidentes
Que tudo admitem
E nada questionam
São elas que me acolhem
Me abraçam ternamente
Me secam as lágrimas
Nelas me confesso e me guardo
Talvez um dia alguém as leia
E me conheça…de facto
Um dia, quando eu “viajar”
Esse será o meu legado!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

GRÃO DE AREIA...

Pequeno grão de areia
Pisado por todos
Soprado pelo vento
Todos o sentem
Mas ninguem o Vê!
Pequeno grão de areia
Estranho...
Com saudades do futuro
Porque sabe que ele não existe
Pequeno grão de areia
Solitário...
Qual pássaro sem ninho
Vazio...
Até um grão de areia
Sonhador...
Almeja por um sussurro doce
Numa noite de luar!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

PERDI-ME NO TEMPO...

Persisto na ânsia tola
Da escrita sem sentido
Escrevo apenas para mim
Porque a falta das letras
Me sufoca…
Num desabafo que calo
Porque o meu Eu escondido
Ninguém descobre!
Porque…
 Não vale a pena a descoberta.
Passo suavemente
No vazio do tempo
De alma nua.
Sonhos que se amontoam
Que nascem
E se esbatem em espuma
Noites vazias
Em que me dou aos sonhos
Num eco sem retorno
Como uma música de fundo
Sinto as emoções que escondo
Não acredito em mais nada…
Os sonhos
São quimeras de ilusões
Afogo nas palavras
O que o coração grita
E a boca cala
O Amor morre
Lentamente dentro de mim
Numa aridez que dói
E continuo a sorrir
Porque a última coisa que quero
É ver um olhar de pena.
Invento as viagens que não faço
O Amor que não terei.
Perdi-me no tempo
E o tempo…perdeu-se de mim!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Há momentos que são simultaneamente melancólicos e misteriosos, tal como o contraste entre a luminosidade do Sol e da Lua...o blogue se esvai, no silêncio adormece...até um dia! Obrigada para quem me leu.

LÁGRIMAS DE FOGO

Como lava de vulcão
Elas resvalam encosta abaixo
Escondendo emoções
Desafiando o tempo
Contornos irregulares
De vida sinuosa
Despertando a vontade
Da partida…
Seixos rolados
Na areia dourada
Beijados pelo mar
Onde as raízes ficaram.
A Vida acontece
Dona de um silencioso
Nascer do Sol.
Quero amar a luz
Que me ensina o caminho
E suportar a escuridão
Porque me mostra as estrelas!
Lágrimas de Fogo
Do meu coração
Esbatidas no sorrir
Pela ausência das palavras!