domingo, 28 de agosto de 2011

MADRUGADA…

É no silêncio da madrugada
Que uma lágrima cai
Que me procuro, sem me encontrar

É no silêncio da madrugada
Que a solidão me abraça
E que colo os pedaços do meu vazio

É no silêncio da madrugada
Que o meu eco vai mais Além…
Sem encontrar o retorno

É no silêncio da madrugada
Que me sinto mar agitado
Na ternura que não tenho

É no silêncio da madrugada
Que me dói o não direito
A querer e não te ter!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

RECORDAÇÕES...

Mantem-ne no teu pensamento
Quer seja longe ou perto...
Sinto-me dividida
Entre a alegria e a tristeza
Embriagada pela recordação da tua voz
Pelas palavras que não dizes
Mas que eu tento sentir
No silêncio do teu olhar...
Sublimes e doces recordações
De um abraço sentido
Com água morna cúmplice
Num mergulho incansável de prazer.
Navego à deriva
Na ternuras dos momentos vividos
Onde me refugiu em silêncio!

sábado, 20 de agosto de 2011

VOZ...

Ouvir o som da tua voz
Mesmo que seja à distância
É um bálsamo para a minha alma.
Fecho os olhos…
E oiço uma orquestra
De mil violinos
Numa melodia silenciosa
É tão bom
Sentir que te lembras
Todos os dias de mim…
Obrigada  meu amor!

domingo, 14 de agosto de 2011

VAIS...(Um pensamento sussurrado...até ao Alem...)

Vais…
E levas contigo
Um pedaço de mim
No ar
Fica o teu calor
Em mim
O teu amor.
Quando estás,
As horas parecem minutos
Quando partes,
O minuto é a eternidade
Imagens loucas
Desfilam em galope…
Fecho os olhos
E continuo a voar.
Vem…
Preciso de ti!

sábado, 13 de agosto de 2011

13 DE AGOSTO DE 2011...

O dia arrasta-se moroso e solarengo e eu arrasto-me com ele.
Dentro da minha cabeça passa o filme das nossas festas, das nossas gargalhadas, das nossas malandrices.
Deixa-me sentar um pouco ao teu lado e abraça-me – a saudade que eu tenho dos teus abraços e da tua voz – de ouvir a campainha tocar e tu apareceres com um sorriso matreiro a dizer:
Mana há jantar para mais dois?
E lá entravas com a Jão mais o saco dos frangos de churrasco e o vinho! E depois… depois,  eram conversas infindáveis, anedotas e gargalhadas até às tantas.
A tua Sara está uma mulher esplendorosa, tem a tua luz…e a minha Joana, embora diferente também. Se elas fossem irmãs não tinham maior amor e cumplicidade, são muitas vezes o porto de abrigo uma da outra, como nós éramos os dois.
A mãe… a mãe, quer ir ter contigo, diariamente o repete, mas ELE ainda não lhe deu o passaporte… e ela vai ter de esperar!
E eu, eu cá vou vivendo, tu sabes como… vou amando baixinho, porque não pode ser de outro modo, mas sei que tu aprovas, porque é de pessoas assim que tu gostas, seres humanos de corpo inteiro!
Desculpa as lágrimas teimosas que me vão inundando, mas as saudades aumentam a cada dia até o coração doer, e a tua irmã vai ficando velhota e cada vez mais piegas.
E tu…tu porta-te mal, mas com classe (como sempre o dizias) Um beijo imenso de parabéns e continua a olhar por todos nós!!!
Um dia encontramo-nos, tenho a certeza e juntos comemoraremos todos estes aniversários em atraso…

SONS...(O som da tua voz tem para mim a magia de uma orquestra de violinos...)

O som do silêncio
No brilho do teu olhar
É o clarão da minha madrugada…
Sei de cor,
o aroma
Das tuas palavras.
Fecho os olhos,
e revejo
O teu ténue gargalhar.

O desenho dos teus lábios
São as pétalas vermelhas
Que percorrem o mapa
Da minha inocência perdida…
Onde me entrego
Por completo!

Sons e aromas mágicos
Repassam na tela
Da minha existência…
A tela, que eu quero
Para sempre… inacabada.

domingo, 7 de agosto de 2011

VIDA FEITICEIRA..

Sonhei que o meu corpo se fundia, procurando o elo que se partiu!
Os meus dedos solitários não têm onde se abrigar, apenas me resta fechar as mãos...
Alma nua, num balanço que necessito fazer, mas que adio hora a hora.
Escrevo na areia, para o vento levar ou para o mar desfazer uma escrita inacabada que ninguem lê.
Vou fazendo da vida um teatro...num palco sem espectadores.
Tenho saudades de me sentir estremecer num percorrer de mãos, de me sentir feitceira num momento mágico de amor...
O tempo por percorrer do amanhã incerto.
Sonhei-te, mas não sei onde estás.
Continuo simplesmente à espera que a vida feiticeira aconteça.

sábado, 6 de agosto de 2011

JARDIM IMAGINÁRIO…

Passeio num jardim imaginário
No meio da escuridão
Pressinto as sombras
Sem contudo as ver!
Deixo voar a imaginação
Sinto os cheiros
O brilhar dos pirilampos.
Na minha cabeça ecoa uma valsa
Recordações bonitas
Efémeras
De um tempo que passou
E deixou saudade…
Uma tristeza invade-me
O frio penetra-me até à alma
Não arrefecendo o fogo
Do meu coração em chamas!
O passeio continua
A ilusão e o sonho
São a minha companhia.
Por entre as pedras
Deste jardim do sonho
Vou vagueando
Até ao romper da aurora
Deixando a nostalgia tomar-me
Até doer a saudade
Que sinto de mim!!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O VENTO...

Queria ser gaivota
E voar, voar…
Voar sem destino
Ao encontro do espaço
Dos sonhos por realizar.
Atravessar o mar,
Ao encontro do horizonte
Perder-me na bruma
Voar…voar!!!
Mas não tenho asas
Os sonhos passam apenas
Na minha imaginação
E no correr da caneta
Ao longo do papel.
O som do vento, sopra, sopra
Peço ao vento que me traga o Amor
Mas o vento só sopra…
Gelando-me o rosto!

terça-feira, 26 de julho de 2011

A Rocha da Saudade…

Há momentos únicos na vida, quando as revelações nos tomam de surpresa!
Olhei aquela rocha vezes sem conta e senti a saudade pairar no ar…
Por ali andavam recordações que fizeram parte de vidas e pensei nas cinzas lançadas ao mar, numa madrugada!
Uma dor minimizada pelo tempo que passou, numa saudade que ficará para a vida.
Um amor bonito que o destino separou, mas cujas marcas ficaram indeléveis para sempre.
Um dia voltarei àquela praia, pisarei aquela  rocha e direi baixinho, para o mar que as cinzas levou…todos temos saudades tuas!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

MAR DE PALAVRAS...

Vagueio num Mar de Palavras
E sinto a saudade morna
Saudades da Paz em mim...
Do presente sem sentido,
Do Futuro incerto.

Sinto a falta de um olhar sorridente
Numa boca silenciosa
Onde o meu nome
Fosse ouvido num murmúrio
Como um suspiro!

Deixo-me abraçar pelo silêncio
E sossego-me
Deixando o pensamento voar
Como gaivota em rodopio,
Mergulho...e deixo-me ficar
Na agitação do meu Mar de Palavras! 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O REGRESSO…

Regressei, depois de tantos anos de ausência e saudades…
Sensação única… o corpo liberto beijado pelo sol, os pés caminhando lentamente enterrando-se na areia macia!
Sento-me a olhá-lo, a cheirar a maresia e a vê-lo ondulante e verde no seu vai e vem.
Quedo-me a amar aquela imensidão…
Perdi-me no tempo!
Depois, pé ante pé, aproximo-me para de novo o sentir. A espuma rendilhada beija-me, e eu com uma lentidão letárgica deixo-o avançar gelado e desassossegado em mim, centímetro a centímetro, sentindo as lágrimas rebeldes misturarem-se com os salpicos salgados.
Abraçada por ele, deito-me e deixo-me levar ao sabor da ondulação, numa cumplicidade antiga, meu Mar, amante e confidente, a ele tantas vezes confessei sonhos por realizar, desejos escondidos…
De novo ele me ouviu e guardou…lavando-me as mágoas e deixando-me a alma leve.
Regressei de novo ao Mar, para não mais o deixar!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

UM PEQUENO ALMOÇO…

Faço todos os dias o mesmo caminho, passo estugado, sem tempo para reparar em nada que não seja na hora de entrada para fazer 7 horas em frente a um pc com dezenas de papeis à volta…
Quando me levanto penso, mais 1 dia igual… mais do mesmo…como eu gostava de não ouvir este despertador às 7,30h, para cumprir um ritual já lá vão 42 anos!
Tanta coisa bonita para me preencher e não vejo a hora de pelo menos tentar fazê-las.
Mas hoje nada foi igual…ao andar naquela rua cheia de gente apressada, indiferente e de rostos fechados, ouvi uma vozita a dizer num português atabalhoado – TENHO FOME..AJUDA - .
Parei, aquela voz angustiou-me e procurei com o olhar o sítio de onde vinha aquele apelo!
E viu…meio palmo de gente – não tinha mais de 5 anitos – sujo, uns olhos enormes, suplicantes e doces, mas com uma tristeza que doía.
Fui ter com ele e perguntei-lhe, tens fome? (pergunta palerma a minha, mas é o que vem a cabeça na altura), disse que sim com a cabecita.
Pensei, que se lixem as horas… peguei-lhe na mãozita pequena e lembrei-me das mãos da minha filha, quando senti o calor daquele aperto na minha…
Levei-o para a pastelaria, onde tinha tomado o café momentos antes e pedi um copo de leite, uma sandes e um bolo – e ele agarrado à minha mão –.
Enquanto a empregada preparava o que eu tinha pedido, sentei-o numa mesa, e ouvi em jeito de critica de uma cliente atolada em pulseiras …”este País é um caneiro, caem cá os maltrapilhos todos de leste”…aquela criança não era portuguesa, porque perguntei-lhe o nome e ele não deve sequer deve ter percebido, provavelmente apenas lhe ensinaram 3 palavras…TENHO FOME – AJUDA!
Não respondi à criatura, mas não sei que olhar fiz, que ouvi alguém dizer “aquela se fala mais, leva”, vontade não me faltou de dar um estalo naquela perua, mas a comida chegou à mesa e eu sentei-me a beber outro café e a ver a sofreguidão com que aquele pequeno almoço era devorado…
E lentamente aqueles olhar enorme e doce, sorriu, não foi a boca, foram os olhos!
Aqueles olhar falava e sorria… Meu Deus o que uns olhos tão tristes minutos antes conseguiam transmitir ao sentir o conforto dos alimentos…
Tirei-o da rua em silêncio e voltou a rua em silêncio com um beijo e um pequeno almoço, só os olhos falaram devolvendo o amor que tinha acabado de receber.
Aquele catraio não me sai do pensamento…Deus permita que eu o possa voltar a ajudar de novo.
Apenas consigo pensar…”E AS CRIANÇAS SENHOR, PORQUE LHES DAIS TANTA DOR, PORQUE PADECEM ASSIM!!!”.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Acto de Contrição...

É doloroso o medo de sermos rejeitados, de nos agarrarmos a pequenos nadas que nos façam crer que somos amados. Tentamos acreditar que valemos alguma coisa para alguém..., mas o tempo passa e tudo se resume a um silencioso vazio, e a Vida que é como uma flor delicada, vai morrendo lentamente...
"Tenho saudades tuas...", "sinto a tua falta..." são pequenos sussurros ansiados que  confortavam na hora quieta e mansa do adormecer!
Somos aquilo que plantamos, que semeamos, mas por vezes a falta de jeito com que o fazemos reduz-nos a um imenso vazio, sem retorno!
Há bons professores que não conseguem explicar nem fazerem-se entender, por muito que saibam...
Há corações imensos, cheios de amor que ninguém entende, nem sabem ser interpretados, nascem e morrem sem correspondência... 
A sedução é um dom que se lê nas entrelinhas do que lemos, mas esse dom, Deus não me deu!
Li algures..."Um dia a lágrima disse ao sorriso, invejo-te por seres feliz! Então o sorriso respondeu-lhe: - Enganas-te, porque muitas vezes sou o disfarce da tua dor!..."
Eis o palco em que me movo, milhões de sorrisos para disfarçar uma imensa sensação de fracasso...
Restam-me memórias, e diariamente relei-o dolorosamente mensagens de um tempo que eu julgava eterno...
"Creio em ti. Creio no teu sorriso, janela aberta para o teu ser. Creio no teu olhar, espelho da tua honestidade. Creio na tua mão, sempre estendida para dar. Creio na tua palavra, espelho do que te vai na alma.Creio em ti com simplicidade, na eloquência do teu silêncio..."
O que é que eu fiz de mim??? Num acto de contrição, faço um "mea culpa" das saudades imensas apertadas na garganta, dos momentos felizes que um dia vivi!!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

.......................

Eu gritei
Um grito que não tinha som

Um grito só para ti
Reflexo de um sonho
Perdido na distância

Um grito Sussurrado
No silêncio da noite
De uma Vida
Para Além da vida

Mas o grito, não foi ouvido
E tudo perdeu importância
Num caminhar altivo
Pouco importa o lamento

Tu sabias
Ouvir no silêncio
O grito dos inocentes

"Mea Culpa"
Do grito do desespero
Que vai deixando pegadas
Que o vento esbateu!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A ESPERA...

Passo a passo
Vou-me aproximando
Lentamente
Porque a dor
A mais não permite
E fico
Medrosa
Ollhando os rostos
Que me cercam.
A dor e o desânimo
Rodeia aquela sala,
Olhares distantes
Apagados...
Revejo-me naqueles olhos sem brilho
Sózinha,
Sinto-me desamparada
As pernas trôpegas
Da noite de insónia
Mais uma vez,
Apenas a caneta
É a minha companheira.
Aguardo o meu nome
Naquele microfone...
Mais uma queda
Programada no meu caminho.
O corpo dorido
A alma em pedaços
Neste momento,
Sinto-me um corpo sem alma
As acusações
Martelam-me
As palavras doem
E eu fico
Presa e só
Naquele espaço...
Meu Deus
A falta que me faz um abraço!


segunda-feira, 27 de junho de 2011

A VIAGEM...

Cansada de Fugir
Das memórias...
Das recordações...
Das sensações...
Misterio de Vida!
Por mais voltas que dê
Volto sempre
Ao lugar de partida...
É como ver um filme.
Dou um abraço à solidão
E um sorriso ao Silêncio
Companheiros fiéis
De uma jornada
Sem fim à vista...
Junto os pedaços de alma
Numa noite sem madrugada
Releio a dureza das palavras...
"Senti-me objecto...!!!"
Doeu...martela e não esquece
Ficou o vazio das palavras doces
A noite passa lenta
Estendo-me na estrada
Do desassossego
E espero Um NADA
Num sopro da última viagem!


sexta-feira, 24 de junho de 2011

1ª VEZ…

Saí mais cedo…cansada do silêncio de horas de papeis, perdi-me em transportes, numa volta às minhas origens – não me apetecia vir para casa, também ela silenciosa – e fui ao miradouro da primavera da minha vida e mais tarde do Outono…olhar o Tejo.
Silenciosa, fiquei perdida em pensamentos a ver a tarde cair.
E viu…pela primeira vez, num alaranjado cor de fogo descendo lentamente sobre a água!
As lágrimas teimosas correram-me pelo rosto sem eu dar por isso …senti-me pequena naquela comunhão solitária de beleza.
Imaginei-o sentada na areia, numa praia deserta com o mar a beijar-me os pés, e não ali sozinha, rodeada de pares de namorados que pouco ou nada lhe ligou!
Há momentos únicos em que a partilha seria um sonho, mas a vida corre como um rio, sem parar, e por vezes  cerceia pequenos prazeres que vão sendo adiados – sine die -.
Fugi…voltando a casa com o olhar embaciado de  espectáculo  e solidão. Talvez um dia eu o reencontre e me preencha o vazio que hoje deixou!


quinta-feira, 23 de junho de 2011

CONFIDENCIAS...

Há dias…pequenos momentos
Em que a tristeza bate!
Tolices…medos…inseguranças,
Um remoinho estranho!
Palavras, são apenas palavras,
Sei que o são…mas
Mas, que ao lê-las
Me entristecem.
A vida é, e sempre será assim
Perguntas sem resposta.
Não tenho direito a questionar nada
Resta-me o silêncio
E as minhas folhas de papel
Fieis confidentes
Que tudo admitem
E nada questionam
São elas que me acolhem
Me abraçam ternamente
Me secam as lágrimas
Nelas me confesso e me guardo
Talvez um dia alguém as leia
E me conheça…de facto
Um dia, quando eu “viajar”
Esse será o meu legado!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

GRÃO DE AREIA...

Pequeno grão de areia
Pisado por todos
Soprado pelo vento
Todos o sentem
Mas ninguem o Vê!
Pequeno grão de areia
Estranho...
Com saudades do futuro
Porque sabe que ele não existe
Pequeno grão de areia
Solitário...
Qual pássaro sem ninho
Vazio...
Até um grão de areia
Sonhador...
Almeja por um sussurro doce
Numa noite de luar!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

PERDI-ME NO TEMPO...

Persisto na ânsia tola
Da escrita sem sentido
Escrevo apenas para mim
Porque a falta das letras
Me sufoca…
Num desabafo que calo
Porque o meu Eu escondido
Ninguém descobre!
Porque…
 Não vale a pena a descoberta.
Passo suavemente
No vazio do tempo
De alma nua.
Sonhos que se amontoam
Que nascem
E se esbatem em espuma
Noites vazias
Em que me dou aos sonhos
Num eco sem retorno
Como uma música de fundo
Sinto as emoções que escondo
Não acredito em mais nada…
Os sonhos
São quimeras de ilusões
Afogo nas palavras
O que o coração grita
E a boca cala
O Amor morre
Lentamente dentro de mim
Numa aridez que dói
E continuo a sorrir
Porque a última coisa que quero
É ver um olhar de pena.
Invento as viagens que não faço
O Amor que não terei.
Perdi-me no tempo
E o tempo…perdeu-se de mim!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Há momentos que são simultaneamente melancólicos e misteriosos, tal como o contraste entre a luminosidade do Sol e da Lua...o blogue se esvai, no silêncio adormece...até um dia! Obrigada para quem me leu.

LÁGRIMAS DE FOGO

Como lava de vulcão
Elas resvalam encosta abaixo
Escondendo emoções
Desafiando o tempo
Contornos irregulares
De vida sinuosa
Despertando a vontade
Da partida…
Seixos rolados
Na areia dourada
Beijados pelo mar
Onde as raízes ficaram.
A Vida acontece
Dona de um silencioso
Nascer do Sol.
Quero amar a luz
Que me ensina o caminho
E suportar a escuridão
Porque me mostra as estrelas!
Lágrimas de Fogo
Do meu coração
Esbatidas no sorrir
Pela ausência das palavras!

terça-feira, 31 de maio de 2011

JARDIM DE PEDRA...

Sou um Jardim de Pedra!
Onde gravo a minha vida.
Contagio-me no sorrir
Num sussurro longínquo
Palavras escritas
Como gotas de orvalho
Que pingam nos sentidos
Há diferença
Entre o querer e o ter
Preciso limpar o pó!
Mas quero pintar uma tela
Onde eu veja o brilho do luar
Com reflexos de prata.
A vida continua…
O sol ilumina-me o olhar
O vento agita-me os cabelos
E
A chuva miudinha cai
Mansamente.
Todos os dias são únicos
Não se repetem jamais
O meu estar no mundo
É o meu caminhar
Silenciosa metamorfose da alma.
Ontem,
Travessa pintando no chão
Hoje,
Sonhando marés de coração
O sentir e o pensar
No resgate
Dos desejos, sonhos e esperanças
Apenas somos o que sonhamos
Nas memórias da infância
Resgatamos o presente!


terça-feira, 24 de maio de 2011

NUVEM ERRANTE...

Deixa chover em mim
Que ela me molhe a alma
Limpa e purificante
Em nuvens de insensatez.
Cada imagem visível
São estrelas caídas
Em pétalas de amor.
No silêncio da chuva
Explode o meu grito
Separo-me em abismos
Aprisiono-me na terra.
Deito-me ao relento
Deixando os pensamentos
Escorrerem-me suaves
Como nuvem errante
Em busca de horizontes de luz!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

GOTAS DE VIDA...

Procuro a gota de orvalho
Que molhe a aridez
Da terra por arar,
Na busca fresca de um beijo
Na ternura de um abraço.
Gotas de um oceano de emoções
Que guardo sigilosamente
Num mar de suspiros
No ir e vir das marés.
Solto-me voando, sem rumo certo
Na procura do que sei
No querer do que procuro
Na esperança do encontrar…
Onde estás?
Será que existes?
Ou és miragem de sonho
Da alma solitária do poeta!
Abraço-me
Num mar de sentimentos
Sem partilha …e pergunto
Vivo um tempo sem vida
Ou uma vida sem tempo?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

LINHA DE HORIZONTE...

Olho a linha do horizonte
Voo em sua direcção
E perco-me na imensidão
Daquela mar que me avassala
No tempo e na distância.
Qual albatroz errante
Busco-me dentro do meu Ser
Quebro amarras
Sensação de perda…
Me descubro e me redescubro
Nas dúvidas que me assolam
Perco o olhar
O vento sussurra-me uma melodia
Aquieta-me a alma
Fecho os olhos…e solto-me.
Projecto a minha sombra,
O silêncio invade-me
Num espaço sem tempo.
Sou apenas EU dispersa nas letras
Em constante mutação!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um Dia Bonito...

Há dias, em que a imensidão do Mar e o Verde dos recantos Mágicos se entrelaçam, nos aquecem o coração, voamos para longe em asas silenciosas deixando que o destino cumpra o seu papel, nos ciclos que se fecham...dando lugar a que novas emoções tenham lugar no Palco da Vida!


terça-feira, 10 de maio de 2011

O CHÃO…E A VIDA…

Sinto o Chão
Onde me prendo
Pés descalços
Para o sentir em mim!
Pegadas que marcam
Silenciosas
Sem rumo certo…
Sinto a Vida
Num turbilhão
Mansa e expectante
Em doce letargia
Ou revolta
Em ondas agitadas
Que rebentam ao segundo
Numa espiritualidade complexa.
O Chão da minha Vida
Está para Além
Do que eu possa descrever…

FUGIR... OU FICAR...

O Silêncio ecoa
Nas brumas do pensamento
Fragmentos de Luz
Num rodopiar constante
Fugir...ou ficar!
Salpicos salgados
De pérolas reduzidas a pó
Sentimentos descartáveis
Ilusões perdidas...
Revivo na memória das palavras
A passagem do tempo
De um tempo doce
Efémero e sem sentido.
Busco-me de novo
Porque a escuridão não é eterna
E...
Em cada dia
Há um novo amanhecer

segunda-feira, 9 de maio de 2011

PEDRAS NO CAMINHO...

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos..
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...


(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O Adeus do Sonho...

Voltei...
Numa talvez...despedida silenciosa
Naquele espaço partilhado
Repleto de magia
Onde os sonhos vagueiam
E eu me senti menina.
Fui tentando reter
Cada recanto
Cada Raiz
Cada aroma.
Lentamente olhei-te
Através das memórias.
A nostalgia abraçou-me
E a tristeza afagou-me o rosto.
O verde encheu-me o olhar
Num adeus difícil
Que eu não esperava tão cedo!

domingo, 1 de maio de 2011

PARA TI FILHA...

Fui Mãe
Na Hora Certa do teu esperar
Luz de Vida
Que dei e me ilumina
Revejo-me nas tuas gargalhadas
Dadas em tempo certo
Flor de mil aromas
Que desabrochou
No meu Jardim de Amor.
Um dia...serei "estrela"
Mas, mesmo de lá
Num silêncio luminoso
Estenderei ternura
Num sopre leve
De Amor Eterno!

Mãe- linda homenagem ao dia das mães 2011

MÃE...1-05-2011

Ser Mãe,
O acto supremo
De gerar uma vida!
Mãe é porto de abrigo
É uma flor
Que renasce a cada dia
Mesmo partindo
Ficará o aroma sublime
Da sua passagem.
Sementeira de pétalas na terra.
Para ti Mãe
Que te esvaies lentamente
E que eu procuro
Dia a dia segurar
O meu Amor imenso
Feito no silêncio das palavras
Em pequenos gestos escondidos.
Sinto o teu vazio...
O olhar distante
Na pressa da "viagem"...
Mais um dia que passou
Contigo ao meu lado
Sorriso de lágrimas escondidas
Sentindo-me incompleta
Sem saber o fazer
Para te agarrar à vida
Porque eu te Amo Mãe!

trem da vida

sábado, 30 de abril de 2011

FLORES DE PAPEL...

Quebro contra a corrente
Glaciar à deriva
A chuva bate-me no rosto
Gélida e forte
Sinto-me molhada até ao âmago...
O que era cristal...virou vidro
Deixou de ter melodia.
Tinha um arco-iris
Mil cores que apareciam
Mesmo que o Sol não aquecesse,
Hoje ao olhar o céu
Não o encontro
E as palavras morrem-me na garganta!
A Alma dói...
O coração fenece
Sinto-me uma linha sem horizonte
Numa viagem sem destino
Magia que procurei e encontrei
Nas pétalas de Amor
Secas pelo tempo da ternura.
Jardim desbravado de flores de papel
Que foi arado e vai secando.
No Silêncio das palavras por dizer
Espero um novo amanhecer de calor!


Chuva.....Mariza-fado

A Vida - Momentos na vida - Espero ter deixado alguma emoção ao longo da vida!

Num instante se perde e se cai, Almas trocadas no instante das palavras que nos reduzem de pérolas a pó...

Como diz Neruda...é tão curto Amor, mas tão longa a dor do esquecimento...!!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Um Risco no Horizonte...

Olho-me no silêncio
Miragem do que fui,
Semeio palavras sem eco
Apenas minhas!
Sem revolta, aceito
O caminho de um horizonte perdido.
Sou uma aguarela
Esbatida pelo tempo
Numa tela sem pintor.
Da Mulher que fui
Ficam memórias
Da Mulher que sou,
Não me encontro...
Certa ou não,
Deixo-me levar pela corrente.
Aquieto-me na busca
Sou espuma feito tempo
Que na Areia se desfaz...



sexta-feira, 22 de abril de 2011

SABER AMAR...

Amar...é soltar as amarras no tempo certo, é dar liberdade sem pedir contrapartidas, é saber a hora de retirar, com dor mas sem revolta...
Amar...é agradecer o que nos foi dado...sem julgamentos, é perceber que chegou o fim do nosso caminho, porque há sempre alguém melhor que nós...e que ninguém é de ninguem!!!
Amar é uma ilusão...quando se ama solitáriamete.
Amar é dádiva, entrega e partilha...e quando o caminho termina...resta a saudade, a solidão, a tristeza, porque mais uma vez falhamos, de novo caimos, e não sabemos se voltamos a ter coragem para nova caminhada!!!
Amar é entregar a Deus e pedir-lhe para que nos dê força no cinzento dos dias de Sol.
Amar é recusar-se à piedade e aos minutos cada vez mais curtos...
Amar é para quem tem direito ao Amor ...será que o tenho realmente!

terça-feira, 19 de abril de 2011

TEMPO DE RELEXÃO

Pascoa!
Época de Morte e Ressurreição
A passagem pelas estações da Via Sacra
Via dolorosa…
Todos, bem ou mal…fazemos a nossa
Eu percorro a minha
Por vezes vazia e sem sentido…
Sem nunca chegar ao fim!
Misturo-me no meio da multidão
Numa transparência que assusta
Será que sou real??
O coração bate… o desejo existe,
Mas só eu os sinto…
Estendo as mãos vazias
Numa súplica muda
Mas nada se estende
Na minha direcção!
Continuo a caminhada errante,
Olhos posto num horizonte sem fim.
Não sei se tenho direito
A viver os sonhos escondidos
Será que tenho tempo…para o tempo??