segunda-feira, 4 de julho de 2011

.......................

Eu gritei
Um grito que não tinha som

Um grito só para ti
Reflexo de um sonho
Perdido na distância

Um grito Sussurrado
No silêncio da noite
De uma Vida
Para Além da vida

Mas o grito, não foi ouvido
E tudo perdeu importância
Num caminhar altivo
Pouco importa o lamento

Tu sabias
Ouvir no silêncio
O grito dos inocentes

"Mea Culpa"
Do grito do desespero
Que vai deixando pegadas
Que o vento esbateu!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A ESPERA...

Passo a passo
Vou-me aproximando
Lentamente
Porque a dor
A mais não permite
E fico
Medrosa
Ollhando os rostos
Que me cercam.
A dor e o desânimo
Rodeia aquela sala,
Olhares distantes
Apagados...
Revejo-me naqueles olhos sem brilho
Sózinha,
Sinto-me desamparada
As pernas trôpegas
Da noite de insónia
Mais uma vez,
Apenas a caneta
É a minha companheira.
Aguardo o meu nome
Naquele microfone...
Mais uma queda
Programada no meu caminho.
O corpo dorido
A alma em pedaços
Neste momento,
Sinto-me um corpo sem alma
As acusações
Martelam-me
As palavras doem
E eu fico
Presa e só
Naquele espaço...
Meu Deus
A falta que me faz um abraço!


segunda-feira, 27 de junho de 2011

A VIAGEM...

Cansada de Fugir
Das memórias...
Das recordações...
Das sensações...
Misterio de Vida!
Por mais voltas que dê
Volto sempre
Ao lugar de partida...
É como ver um filme.
Dou um abraço à solidão
E um sorriso ao Silêncio
Companheiros fiéis
De uma jornada
Sem fim à vista...
Junto os pedaços de alma
Numa noite sem madrugada
Releio a dureza das palavras...
"Senti-me objecto...!!!"
Doeu...martela e não esquece
Ficou o vazio das palavras doces
A noite passa lenta
Estendo-me na estrada
Do desassossego
E espero Um NADA
Num sopro da última viagem!


sexta-feira, 24 de junho de 2011

1ª VEZ…

Saí mais cedo…cansada do silêncio de horas de papeis, perdi-me em transportes, numa volta às minhas origens – não me apetecia vir para casa, também ela silenciosa – e fui ao miradouro da primavera da minha vida e mais tarde do Outono…olhar o Tejo.
Silenciosa, fiquei perdida em pensamentos a ver a tarde cair.
E viu…pela primeira vez, num alaranjado cor de fogo descendo lentamente sobre a água!
As lágrimas teimosas correram-me pelo rosto sem eu dar por isso …senti-me pequena naquela comunhão solitária de beleza.
Imaginei-o sentada na areia, numa praia deserta com o mar a beijar-me os pés, e não ali sozinha, rodeada de pares de namorados que pouco ou nada lhe ligou!
Há momentos únicos em que a partilha seria um sonho, mas a vida corre como um rio, sem parar, e por vezes  cerceia pequenos prazeres que vão sendo adiados – sine die -.
Fugi…voltando a casa com o olhar embaciado de  espectáculo  e solidão. Talvez um dia eu o reencontre e me preencha o vazio que hoje deixou!


quinta-feira, 23 de junho de 2011

CONFIDENCIAS...

Há dias…pequenos momentos
Em que a tristeza bate!
Tolices…medos…inseguranças,
Um remoinho estranho!
Palavras, são apenas palavras,
Sei que o são…mas
Mas, que ao lê-las
Me entristecem.
A vida é, e sempre será assim
Perguntas sem resposta.
Não tenho direito a questionar nada
Resta-me o silêncio
E as minhas folhas de papel
Fieis confidentes
Que tudo admitem
E nada questionam
São elas que me acolhem
Me abraçam ternamente
Me secam as lágrimas
Nelas me confesso e me guardo
Talvez um dia alguém as leia
E me conheça…de facto
Um dia, quando eu “viajar”
Esse será o meu legado!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

GRÃO DE AREIA...

Pequeno grão de areia
Pisado por todos
Soprado pelo vento
Todos o sentem
Mas ninguem o Vê!
Pequeno grão de areia
Estranho...
Com saudades do futuro
Porque sabe que ele não existe
Pequeno grão de areia
Solitário...
Qual pássaro sem ninho
Vazio...
Até um grão de areia
Sonhador...
Almeja por um sussurro doce
Numa noite de luar!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

PERDI-ME NO TEMPO...

Persisto na ânsia tola
Da escrita sem sentido
Escrevo apenas para mim
Porque a falta das letras
Me sufoca…
Num desabafo que calo
Porque o meu Eu escondido
Ninguém descobre!
Porque…
 Não vale a pena a descoberta.
Passo suavemente
No vazio do tempo
De alma nua.
Sonhos que se amontoam
Que nascem
E se esbatem em espuma
Noites vazias
Em que me dou aos sonhos
Num eco sem retorno
Como uma música de fundo
Sinto as emoções que escondo
Não acredito em mais nada…
Os sonhos
São quimeras de ilusões
Afogo nas palavras
O que o coração grita
E a boca cala
O Amor morre
Lentamente dentro de mim
Numa aridez que dói
E continuo a sorrir
Porque a última coisa que quero
É ver um olhar de pena.
Invento as viagens que não faço
O Amor que não terei.
Perdi-me no tempo
E o tempo…perdeu-se de mim!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Há momentos que são simultaneamente melancólicos e misteriosos, tal como o contraste entre a luminosidade do Sol e da Lua...o blogue se esvai, no silêncio adormece...até um dia! Obrigada para quem me leu.

LÁGRIMAS DE FOGO

Como lava de vulcão
Elas resvalam encosta abaixo
Escondendo emoções
Desafiando o tempo
Contornos irregulares
De vida sinuosa
Despertando a vontade
Da partida…
Seixos rolados
Na areia dourada
Beijados pelo mar
Onde as raízes ficaram.
A Vida acontece
Dona de um silencioso
Nascer do Sol.
Quero amar a luz
Que me ensina o caminho
E suportar a escuridão
Porque me mostra as estrelas!
Lágrimas de Fogo
Do meu coração
Esbatidas no sorrir
Pela ausência das palavras!

terça-feira, 31 de maio de 2011

JARDIM DE PEDRA...

Sou um Jardim de Pedra!
Onde gravo a minha vida.
Contagio-me no sorrir
Num sussurro longínquo
Palavras escritas
Como gotas de orvalho
Que pingam nos sentidos
Há diferença
Entre o querer e o ter
Preciso limpar o pó!
Mas quero pintar uma tela
Onde eu veja o brilho do luar
Com reflexos de prata.
A vida continua…
O sol ilumina-me o olhar
O vento agita-me os cabelos
E
A chuva miudinha cai
Mansamente.
Todos os dias são únicos
Não se repetem jamais
O meu estar no mundo
É o meu caminhar
Silenciosa metamorfose da alma.
Ontem,
Travessa pintando no chão
Hoje,
Sonhando marés de coração
O sentir e o pensar
No resgate
Dos desejos, sonhos e esperanças
Apenas somos o que sonhamos
Nas memórias da infância
Resgatamos o presente!


terça-feira, 24 de maio de 2011

NUVEM ERRANTE...

Deixa chover em mim
Que ela me molhe a alma
Limpa e purificante
Em nuvens de insensatez.
Cada imagem visível
São estrelas caídas
Em pétalas de amor.
No silêncio da chuva
Explode o meu grito
Separo-me em abismos
Aprisiono-me na terra.
Deito-me ao relento
Deixando os pensamentos
Escorrerem-me suaves
Como nuvem errante
Em busca de horizontes de luz!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

GOTAS DE VIDA...

Procuro a gota de orvalho
Que molhe a aridez
Da terra por arar,
Na busca fresca de um beijo
Na ternura de um abraço.
Gotas de um oceano de emoções
Que guardo sigilosamente
Num mar de suspiros
No ir e vir das marés.
Solto-me voando, sem rumo certo
Na procura do que sei
No querer do que procuro
Na esperança do encontrar…
Onde estás?
Será que existes?
Ou és miragem de sonho
Da alma solitária do poeta!
Abraço-me
Num mar de sentimentos
Sem partilha …e pergunto
Vivo um tempo sem vida
Ou uma vida sem tempo?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

LINHA DE HORIZONTE...

Olho a linha do horizonte
Voo em sua direcção
E perco-me na imensidão
Daquela mar que me avassala
No tempo e na distância.
Qual albatroz errante
Busco-me dentro do meu Ser
Quebro amarras
Sensação de perda…
Me descubro e me redescubro
Nas dúvidas que me assolam
Perco o olhar
O vento sussurra-me uma melodia
Aquieta-me a alma
Fecho os olhos…e solto-me.
Projecto a minha sombra,
O silêncio invade-me
Num espaço sem tempo.
Sou apenas EU dispersa nas letras
Em constante mutação!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um Dia Bonito...

Há dias, em que a imensidão do Mar e o Verde dos recantos Mágicos se entrelaçam, nos aquecem o coração, voamos para longe em asas silenciosas deixando que o destino cumpra o seu papel, nos ciclos que se fecham...dando lugar a que novas emoções tenham lugar no Palco da Vida!


terça-feira, 10 de maio de 2011

O CHÃO…E A VIDA…

Sinto o Chão
Onde me prendo
Pés descalços
Para o sentir em mim!
Pegadas que marcam
Silenciosas
Sem rumo certo…
Sinto a Vida
Num turbilhão
Mansa e expectante
Em doce letargia
Ou revolta
Em ondas agitadas
Que rebentam ao segundo
Numa espiritualidade complexa.
O Chão da minha Vida
Está para Além
Do que eu possa descrever…

FUGIR... OU FICAR...

O Silêncio ecoa
Nas brumas do pensamento
Fragmentos de Luz
Num rodopiar constante
Fugir...ou ficar!
Salpicos salgados
De pérolas reduzidas a pó
Sentimentos descartáveis
Ilusões perdidas...
Revivo na memória das palavras
A passagem do tempo
De um tempo doce
Efémero e sem sentido.
Busco-me de novo
Porque a escuridão não é eterna
E...
Em cada dia
Há um novo amanhecer

segunda-feira, 9 de maio de 2011

PEDRAS NO CAMINHO...

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos..
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...


(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O Adeus do Sonho...

Voltei...
Numa talvez...despedida silenciosa
Naquele espaço partilhado
Repleto de magia
Onde os sonhos vagueiam
E eu me senti menina.
Fui tentando reter
Cada recanto
Cada Raiz
Cada aroma.
Lentamente olhei-te
Através das memórias.
A nostalgia abraçou-me
E a tristeza afagou-me o rosto.
O verde encheu-me o olhar
Num adeus difícil
Que eu não esperava tão cedo!

domingo, 1 de maio de 2011

PARA TI FILHA...

Fui Mãe
Na Hora Certa do teu esperar
Luz de Vida
Que dei e me ilumina
Revejo-me nas tuas gargalhadas
Dadas em tempo certo
Flor de mil aromas
Que desabrochou
No meu Jardim de Amor.
Um dia...serei "estrela"
Mas, mesmo de lá
Num silêncio luminoso
Estenderei ternura
Num sopre leve
De Amor Eterno!

Mãe- linda homenagem ao dia das mães 2011

MÃE...1-05-2011

Ser Mãe,
O acto supremo
De gerar uma vida!
Mãe é porto de abrigo
É uma flor
Que renasce a cada dia
Mesmo partindo
Ficará o aroma sublime
Da sua passagem.
Sementeira de pétalas na terra.
Para ti Mãe
Que te esvaies lentamente
E que eu procuro
Dia a dia segurar
O meu Amor imenso
Feito no silêncio das palavras
Em pequenos gestos escondidos.
Sinto o teu vazio...
O olhar distante
Na pressa da "viagem"...
Mais um dia que passou
Contigo ao meu lado
Sorriso de lágrimas escondidas
Sentindo-me incompleta
Sem saber o fazer
Para te agarrar à vida
Porque eu te Amo Mãe!

trem da vida

sábado, 30 de abril de 2011

FLORES DE PAPEL...

Quebro contra a corrente
Glaciar à deriva
A chuva bate-me no rosto
Gélida e forte
Sinto-me molhada até ao âmago...
O que era cristal...virou vidro
Deixou de ter melodia.
Tinha um arco-iris
Mil cores que apareciam
Mesmo que o Sol não aquecesse,
Hoje ao olhar o céu
Não o encontro
E as palavras morrem-me na garganta!
A Alma dói...
O coração fenece
Sinto-me uma linha sem horizonte
Numa viagem sem destino
Magia que procurei e encontrei
Nas pétalas de Amor
Secas pelo tempo da ternura.
Jardim desbravado de flores de papel
Que foi arado e vai secando.
No Silêncio das palavras por dizer
Espero um novo amanhecer de calor!


Chuva.....Mariza-fado

A Vida - Momentos na vida - Espero ter deixado alguma emoção ao longo da vida!

Num instante se perde e se cai, Almas trocadas no instante das palavras que nos reduzem de pérolas a pó...

Como diz Neruda...é tão curto Amor, mas tão longa a dor do esquecimento...!!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Um Risco no Horizonte...

Olho-me no silêncio
Miragem do que fui,
Semeio palavras sem eco
Apenas minhas!
Sem revolta, aceito
O caminho de um horizonte perdido.
Sou uma aguarela
Esbatida pelo tempo
Numa tela sem pintor.
Da Mulher que fui
Ficam memórias
Da Mulher que sou,
Não me encontro...
Certa ou não,
Deixo-me levar pela corrente.
Aquieto-me na busca
Sou espuma feito tempo
Que na Areia se desfaz...



sexta-feira, 22 de abril de 2011

SABER AMAR...

Amar...é soltar as amarras no tempo certo, é dar liberdade sem pedir contrapartidas, é saber a hora de retirar, com dor mas sem revolta...
Amar...é agradecer o que nos foi dado...sem julgamentos, é perceber que chegou o fim do nosso caminho, porque há sempre alguém melhor que nós...e que ninguém é de ninguem!!!
Amar é uma ilusão...quando se ama solitáriamete.
Amar é dádiva, entrega e partilha...e quando o caminho termina...resta a saudade, a solidão, a tristeza, porque mais uma vez falhamos, de novo caimos, e não sabemos se voltamos a ter coragem para nova caminhada!!!
Amar é entregar a Deus e pedir-lhe para que nos dê força no cinzento dos dias de Sol.
Amar é recusar-se à piedade e aos minutos cada vez mais curtos...
Amar é para quem tem direito ao Amor ...será que o tenho realmente!

terça-feira, 19 de abril de 2011

TEMPO DE RELEXÃO

Pascoa!
Época de Morte e Ressurreição
A passagem pelas estações da Via Sacra
Via dolorosa…
Todos, bem ou mal…fazemos a nossa
Eu percorro a minha
Por vezes vazia e sem sentido…
Sem nunca chegar ao fim!
Misturo-me no meio da multidão
Numa transparência que assusta
Será que sou real??
O coração bate… o desejo existe,
Mas só eu os sinto…
Estendo as mãos vazias
Numa súplica muda
Mas nada se estende
Na minha direcção!
Continuo a caminhada errante,
Olhos posto num horizonte sem fim.
Não sei se tenho direito
A viver os sonhos escondidos
Será que tenho tempo…para o tempo??

terça-feira, 29 de março de 2011

Mais um Adeus...

Estranho e vasto o mundo dos sentimentos!
Quando pensamos que o tempo e o silêncio da distância os apaga, eis que de um momento para o outro as memórias se despertam e mergulhamos num turbilhão estranho...
Não interessa se as referidas memórias são boas ou más, elas existem sempre, apenas hibernam por longos períodos, como escudo protector.
Pensei que a tua indiferença perante a minha passagem pela tua vida fosse o suficiente para nada sentir com a tua partida, afinal enganei-me...algo mexeu e eu senti-me mais pobre!
Talvez tenhas gostado de mim...quero pensar que sim, e que tu tinhas um modo estranho de o demonstrar.
Quem sabe um dia nos voltaremos a encontrar e eu esclareça tantas dúvidas...
Por agora apenas te envio um beijo...
Descansa em Paz meu Pai!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Mágoas....

Num recanto de penumbra me recolho
Abrindo lentamente o baú das recordações
Poucas me fazem sorrir,
Muitas me fazem chorar!
Mágoas imensas
Que me vão murchando
Qual rosa de petalas secas.
Preciso tanto de um abraço
Meu mundo imenso de silêncio!
Procuro no horizonte
Um raio de Sol que me aqueça.
Caminho solitáriamente
Na praia deserta que é a minha imaginação
E sonho...sonho sempre
Porque o sonho me mantêm viva!!!



quinta-feira, 10 de março de 2011

O GRITO DA SAUDADE...

A saudade é um sentimento estranho e paradoxal, porque se tem saudade daquilo que já vivemos e também as temos de coisas que gostaríamos de viver ou ter vivido.
Em dado momento da nossa vida, fomos felizes, mas ao recordar sentimos a dor da saudade desses momentos…
Eu, tenho saudades do cheiro a bebé da minha filha e das suas gargalhadas infantis e cristalinas.
Tenho saudades da maciez das mãos da minha avó quando me afagava o rosto e da ternura da sua voz ao pronunciar o meu nome.
Tenho saudades das patifarias que os meus irmão inventavam para me porem a  cabeça a andar à roda.
Tenho  saudades… de nunca ter passeado em silêncio num crepúsculo morno pela beira mar, onde a cumplicidade se adivinhasse…  e apenas o calor do olhar fosse o som que se misturava com o rebentar das ondas!
Tenho saudades, tantas saudades de me sentir Mulher e de ouvir dizer – tenho saudades tuas… -
As saudades não se descrevem, sentem-se apenas, e não há quem nunca tenha dado um grito ao passar por elas.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Paulo Gonzo - Sei-te de Cor

9-3-2009...Um dia cheio de recordações bonitas...Com doce sorriso de ternura, escrevo ao som do Danubio Azul!!!

A DESCOBERTA

Uma pele tisnada pelo sol
Com sabor a sal…
O recorte suave dos teus lábios
Num sorriso maroto.
Uma extensão
Da força da natureza
Numa comunhão completa.
Uma imaginação
De pássaro esvoaçante…
Perco-me no desejo
Da tua descoberta
Nas frases suspensas…
No galopar
De novas emoções,
Que vão renascendo
Dia a dia em mim,
Suspensa nas horas de espera
Que vou aguardando
Com calma…

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

TUDO NA VIDA TEM UM FIM...SÓ A SALSICHA É QUE TEM DOIS....ACHO QUE NÃO VALE A PENA CONTINUAR, VOU FICAR POR AQUI!!! ‎

‎"Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto..."

William Shakespeare

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

VIDA DE PALHAÇO...

Cansada, muito cansada
Da vida, de mim…
De um amanhã que não existe
Velha tonta que eu sou,
Porque…
Maior cego é o que não quer ver
Porque… fecho os olhos
Fingindo que ainda valho algo
Olho o espelho, e não vejo!
Não passo de refugo
Que o meu tempo já passou…
Mãos vazia…vida vazia…
Escrevo entre lágrimas
Já cansada das chorar!
Só queria mesmo dormir…
E deixar de viver a vida do palhaço
Que ri, com a alma a sangrar.

QUANDO A CHUVA PASSA....

Quando a chuva passa,
O sol ri, por entre as nuvens
Como que a impor-se…
Dono e senhor do universo.


O sol que existe no teu olhar
Quando a tua boca ri
É o calor que eu tanto preciso
Que aquece o ar frio que me rodeia,
É tão quente como o Sol de Agosto
Nas quentes praias do sul

Mas quando o sol se esconde
Através das nuvens do teu semblante sério…
É inverno em mim
Um inverno frio e sem sol.

Não deixes que o calor do Sol
Fuja do teu sorriso bonito
Pois tenho frio sem o teu calor.

AMAR SEM PALAVRAS...

Amar sem palavras
É dar sem receber
Amar em gestos, no silêncio!
É fazer do dia a dia
Uma espera morna…
É por à prova a paciência
A tolerância e a persistência
Amar no ar que respiro
Nos pensamentos que tenho.
Amo cada dia mais
Na distância…
Do tão perto…e tão longe!
Talvez por isso eu seja diferente…
Porque sei que nada posso esperar
Mas vou continuar sempre
Mas sempre a Amar!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

14-02-2011..........

Já nada peço da vida... aceito o que ela me dá! E ela ter sido bem parca em prendas e alegrias...
Se por vezes me tem dado alguma coisa com uma mão, logo de seguida, tira-me com as duas...
As dadas comemorativas no meu calendario, vão ano a ano sendo riscadas... resta-me assistir às comemorações dos outros !!!
Haja,  quem felizmente ainda as consiga comemorar.

Feliz dia de S.Valentim para os meus leitores.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A ESTRADA...

A desilusão é uma estrada tortuosa, porque a ilusão fez o convite!
Ninguem se deve iludir pelo que é bom a curto prazo, a reflexão é o melhor caminho. Mas a estrada tem sempre buracos...com a idade e o sofrimento do passado, aprendemos a passar ao lado deles.
A Vida é sempre uma aprendizagem, por vezes feita num Vale de Sal...